sábado, 8 de outubro de 2011

Polêmica sobre os cometários do Rafinha Bastos no CQC

Há cerca de uma semana e meia, ou duas, um comentário do apresentador e humorista Rafinha Bastos repercutiu negativamente para a sua pessoa, para o programa do qual faz parte e para a Emissora, no caso a Bandeirantes, que veicula o programa.

O comentário foi algo do tipo "comeria ela e o bebê" (fazendo menção à gravidez da cantora Wanessa Camargo).

Após esse comentário, pessoas influentes e relacionadas com a cantora, incluindo seu marido e familiares, fizeram duras críticas ao apresentador. Patrocinadores ameaçaram deixar o programa, foi solicitado um pedido de desculpas público ao apresentador, chegaram até a pedir que o mesmo não mais fizesse parte do elenco do CQC.

Até que ponto o humor é aceitável e não se torna ofensivo e apelativo?

Eu digo: "depende de quem ouve e interpreta".

Um frase como a que Rafinha proferiu, pode ser descrita como comum em meio a alguns públicos, por ser tida como uma maneira sarcástica de se referir à beleza de uma mulher. Não, eu não estou louco, mas se você puxar um pouco na sua memória, alguns de seus amigos já devem ter dito "Eu comeria a mãe e a filha... São muito gostosas", sobre alguma pessoa próxima, ou até mesmo alguém famoso.

Fizeram um alarde sobre o assunto por se tratar de uma pessoa famosa e que teve respaldo de pessoas próximas e influentes. Se fosse uma qualquer que estivesse na rua, não teríamos chegado a tudo isso. Outro exemplo foi quando o mesmo Rafinha Bastos fez um comentário sobre estuprar mulher feia. Foi uma piada. Uma simples piada. Daquelas que se conta entre amigos. Será que se fizermos esse tipo de piada entre amigos também sofreremos represálias desnecessárias?

Podem até dizer "ele falou mal das mulheres e fez apologia ao estupro", mas as pessoas devem ter o mínimo de sensibilidade para distinguir uma piada de uma "apologia ao estupro". Coitado do Costinha, se ainda fosse vivo seria homofóbico e faria apologias ao estupro, drogas e outras coisas mais.

Pelo que vejo estão impondo limites ao humor, seja ele simples, escrachado ou sarcástico. Isso muito me preocupa, pois há espaço para todo o tipo de humor, basta saber compreendê-lo.

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